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Linhas de Pesquisa e Extensão

Linhas de Pesquisa

Educação ambiental e a abordagem territorial do desenvolvimento na zona costeira: Um olhar para as comunidades de aprendizagem em iniciativas de conservação da biodiversidade
  • Aprendizagem Social em Sistemas Socioecológicos:
A aprendizagem no nível social não é tão bem pesquisada como no nível individual, mas vem sendo considerada um fator crucial para o sucesso nas iniciativas de governança de sistemas socioecológicos (Berkes, 2009). O estudo da aprendizagem sobre as regras que regulam o acesso e o uso dos recursos naturais de uso comum é entendido como estratégico para aprimorar a sua gestão. Esta temática de pesquisa analisa a Educação em Áreas Protegidas sob a ótica da aprendizagem social, das comunidades de aprendizagem e das políticas públicas voltadas para a gestão dos recursos de uso comum, com especial interesse na investigação sobre métodos e abordagens educativas utilizadas em iniciativas de monitoramento participativo da biodiversidade e ciência cidadã. 
  • Educação para o Desenvolvimento Territorial Sustentável em Zonas Costeiras em espaços formais e não formais:
Esta abordagem propõe um conceito de território que é criado por atores sociais para resolver problemas. Este conceito também se aplica aos territórios tradicionais, que são criados por relações de uso e de identidade do espaço por populações tradicionais. As pesquisas sobre esta temática enfocam a análise das iniciativas de educação não-formal e extensão voltadas à estruturação das cadeias dos produtos da sociobiodiversidade na zona costeira. Nos espaços formais de educação (ex.: escolas, institutos, universidades) a pesquisa recai sobre a análise dos currículos, interação entre escolas e comunidades, assim como a formação de professores e educadores. Tanto nos espaços formais, como em não-formais, há especial interesse nas investigações privilegiem práticas dialógicas de educação voltadas ao fortalecimento das identidades territoriais e que dialoguem com as perspectivas da educação ambiental crítica e da educação patrimonial.

Extensão

Câmara Técnica de Gestão da Biodiversidade do Conselho Gestor da APA da Baleia Franca

A Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APABF), localiza-se no litoral sul Catarinense (Figura 01), criada pelo decreto federal s/nº em 14 de setembro de 2000, abrangendo área superior a 156 mil hectares, composta por nove municípios, desde o sul de Florianópolis até Balneário Rincão, tendo a visão de proteger em águas brasileiras, a baleia franca austral (Eubalaena australis), com objetivos de ordenar e garantir o uso racional dos recursos naturais da região, a ocupação e utilização do solo e das águas, o uso turístico e recreativo, as atividades de pesquisa e o tráfego local de embarcações e aeronaves.

» Conselho Gestor da APA da Baleia Franca

O Conselho Gestor da APA da Baleia Franca (CONAPA BF), foi elaborado em 2005, e instituído pela portaria nº 48, de 22 de junho de 2006, após dezenas de reuniões e oficinas com os diversos setores da sociedade civil organizada, ONGs e gestores públicos do território da APA.

O CONAPA BF possui o papel de: Ampliar diálogos e fortalecer os agentes sociais envolvidos na gestão dos problemas e conflitos da UC; Proporcionar um espaço organizado que reúna os diferentes atores sociais com suas distintas posições e interesses; Promover o debate e a troca de conhecimento e de saberes atuando como mediador e visando um resultado: proposições de políticas públicas que promovam o desenvolvimento do território da APA BF; Reconhecer e entender os problemas, conflitos e potencialidades da APA BF e idealizar as alternativas de desenvolvimento possíveis para a resolução destes problemas/conflitos; Articular os atores em rede com vistas a compartilhar a gestão ambiental deste território; Definir metas e prioridades para as ações de gestão do território da APA BF.

O Conselho Gestor é estruturado por Plenária, Presidência, Comitê Executivo, Grupos de Trabalho e Câmaras Técnicas. Vale ressaltar, que as Câmaras Técnicas (CT) são órgãos auxiliares, e fazem parte do CONAPA BF, sendo esse composto por 42 conselheiros de diversas instituições, como a Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), no qual, foi (é) realizado eleição entre os conselheiros, para selecionar quem compõe as Câmaras Técnicas.

  • » As cinco Câmaras Técnicas
Em resumo breve, as Câmaras Técnicas (CT) da APABF são subdivididas em cinco grande áreas, do qual, possuem competências propositivas, participativa e de gestão compactuada, sendo suas subdivisões e algumas competências:

CT Conservação da Baleia Franca

Criar normas e regras para a proteção das baleias, como do turismo diretamente relacionado à baleia; eventos esportivos, dentre outros;

CT Gestão Territorial

Diretrizes para a gestão territorial sustentável, ações de saneamento básico, normas e padrões para o controle das atividades de infraestrutura com possíveis impactos ambientais, normas e padrões para a utilização do ambiente praial;

CT Proteção e Monitoramento

Acompanhamento das atividades de proteção e monitoramento;

CT Atividades Econômicas Sustentáveis

Diretrizes, normas e padrões para a construção da sustentabilidade nos diversos setores econômicos que utilizam os recursos e o território da APA;

CT de Gestão da Biodiversidade

Proposição de normas e regras de uso da biodiversidade em especial dos recursos pesqueiros.

  • » A Câmara Técnica de Gestão da Biodiversidade
O GRUC Unisul possui participação em uma das cinco Câmara Técnicas (pelo Coordenador do Grupo de Pesquisa, Rodrigo Rodrigues de Freitas), em específico, a CT Gestão da Biodiversidade, no qual, apresenta-se quatro objetivos, a partir do Plano de Manejo:
1) Promover diálogo entre pescadores artesanais e a pesca industrial relacionado à construção de acordos para o território, principalmente em áreas costeiras e relevantes, como criadouros.
2) Elaborar e implementar programa de gestão da pesca, abordando temas como: mapeamento e caracterização das áreas de pesca no território da APABF, sistematização de dados da frota pesqueira e cadastramento das embarcações e pescadores que atuam na UC, conforme diretrizes institucionais em construção.
3) Desenvolver projetos de monitoramento socioambiental participativo como forma de gestão de conflitos, agregando parcerias e visando à elaboração de acordos de pesca (envolvendo definição de petrechos e embarcações, limites de esforço, áreas de exclusão e outros parâmetros) como base para a normatização de planos específicos.
4) Estimular e apoiar a pesquisa e monitoramento do golfinho-nariz-de-garrafa (boto-da-tainha) Tursiops truncatus e da toninha Pontoporia blainvillei no território da APABF e identificar os impactos à conservação.

Por fim, a composição das Câmaras Técnicas (CT) são oriundas de membros de instituições e grupos diversos, tendo como atuação para 2019-2020:

» CT Gestão da Biodiversidade Coordenador e Substituto:
Coord: Rodrigo Rodrigues de Freitas / UNISUL
Ponto focal: Jonatas Prado / APABF
Composição:
- AMOPRAN                                       - ASPECI
- PRO CREP                                        - CCI
- UDESC                                              - UNISUL
- FLAMA

» CT Conservação da Baleia Franca Coordenador e Substituto:
Coord: Karina Groch/Inst. Australis
Ponto Focal: Victor/APABF
Composição:
- Instituto Australis                           - Barra Limpa
- R3 Animal                                         - Porto de Imbituba
- IBF                                                      - APABF/ICMBio
- CAIPORA

» CT Gestão Territorial Coordenador e Substituto:
Coord: Pimenta / Caipora
Ponto focal: Deisi / APABF
Composição:
- ACIM                                                 - Prefeitura Garopaba
- IMA                                                    - Prefeitura Imbituba
- Prefeitura Laguna                           - CCI
- Caipora

» CT Proteção e Monitoramento Coordenador e Substituto:
Coord: Ana/ Instituto Tabuleiro
Ponto focal: José Wilson/ APABF
Composição:
- Instituto Tabuleiro                         - PPBR
- Forum Agenda 21                           - FLAMA
- Ferrugem Viva                                - IMA
- Prefeitura Imbituba

» CT Atividades Econômicas Sustentáveis Coordenador e Substituto:
Coord: René/ UFSC
Ponto focal: Caio/APABF
Composição:
- UFSC                                                 - Fórum Agenda 21
- FloripAmanhã                                 - ACORDI
- Fundação Gaia                                - SINDILOJAS
- IFSC

Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Sistemas Lacustres e Lagunares do Sul do Brasil


Início/Término: 2018-2023 (1º ciclo)
Objetivo: Melhorar o estado de conservação das espécies ameaçadas e dos ecossistemas das lagoas da planície costeira do sul do Brasil, promovendo os modos de vida sustentáveis e/ou tradicionais associados ao território.

» Fique SabendoO PAN Lagoas do Sul foi aprovado sob PORTARIA Nº 751 DE 27 DE AGOSTO DE 2018, publicado em agosto de 2018 no Diário Oficial da União. A abrangência do plano, contempla 29 táxons da fauna e 133 da flora ameaçada de extinção.

O Coordenador do GRUC - Unisul, Rodrigo Rodrigues de Freitas, compõe o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT), grupo que visa acompanhar a implementação e realização da monitoria do PAN Lagoas do Sul.





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